Businessman and businesswoman lined up getting ready for race in business

Podemos afirmar que a participação da mulher no emprego formal tem ampliado, porém, pesquisando entre estudos realizados no último ano, percebo que ainda existem diferenças. Os salários, por exemplo, são de 25% a 30% menores do que dos homens e, ainda, pasmem, existe preconceito pelo fato da mulher ter que cumprir a maternidade.
Segundo estimativas do Fórum Social Econômico, a mudança vai sim acontecer, porém daqui a 80 anos, ou seja, lá por 2095 e no nosso país, Brasil a mudança demorará ainda mais. Seremos o penúltimo das Américas em ranking de igualdade de salários.
Apesar de sermos maioria na sociedade, temos uma participação menor no mercado de trabalho, podemos até fazer parte deste universo, porém, temos menos chances de sermos promovidas, ter maiores salários ou ocupar cargos melhores. Quem diz isso não sou eu, são órgãos responsáveis por esta estimativa, como a ONU, IBGE, entre outros.
O relatório da ONU, deste ano, “Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformar as economias para realizar os direitos”, revela que a diferença entre a remuneração de homens e mulheres diminuiu de 38% em 1995 para 29% em 2007. Apenas. Outra pesquisa, desta vez do IBGE, mostra que a renda média das brasileiras corresponde a 68% da renda média dos homens.
Representamos mais de 50% da população brasileira. Existe ou não uma discriminação? Ela não é explícita, mas existe. Não só nosso país, mas o mundo ainda precisa que nós, mulheres, realizemos grandes transformações para colocar nossa participação em plena igualdade ao homem.

Drª Ana Carolina Puga

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