Esta semana recebi um e-mail de um colega de trabalho que constava um anexo de um pedaço de jornal escaneado, provavelmente da revista ou jornal da Sociedade Brasileira de Dermatologia em que continha a informação sobre uma Câmara Técnica para discutir sobre os direitos adquiridos por lei da atuação de Biomédicos, Enfermeiros e Farmacêuticos na Saúde Estética, inclusive com a menção de ações judiciais contra os Conselhos Federais destes profissionais.
Recebi mensagens de vários colegas indignados com esta postura do presidente e assessores da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que como eu, não entenderam o porque de tanto ódio infundado contra profissionais capacitados que somos e que sempre respeitaram todas classes profissionais.
Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer aos meus colegas de profissão, que não se sintam desamparados, principalmente porque uma ação de uma associação, não diz nada. Como uma entidade, eles não têm poder para decidir nada. Nem pela classe deles, o que dirá pela nossa.
Estamos legalmente habilitados e respaldados pela lei e, principalmente, capacitados para realizar todos os procedimentos que nos foram autorizados.
Em segundo lugar, no texto da SBD, eles afirmam que a nossa resolução fere a lei do ato médico. Gostaria de saber qual argumentação que leva a este pensamento. Se for em relação a procedimentos como aplicação de botox, preenchimentos, fios de sustentação, microvasos, considerado procedimentos injetáveis, antigamente conhecidos como invasivos (não-cirúrgicos), a própria lei é bem clara quanto a nossa competência. O Ato Médico, que seguramente foi vetado em vários pontos, (Vetado = desautorizado), principalmente no que se refere à indicação dos procedimentos invasivos como atribuições exclusivamente de médicos, houve veto, foi negado aos médicos, no trecho que indicava a invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação e enxertia, sendo assim, os procedimentos citados acima, não são considerados invasivos.
Como já disse anteriormente, respeito muito a classe médica, assim como respeito todas classes profissionais, porém, já que estes nobres colegas se julgam no direito de diminuir o ser humano, e a classe biomédica, em especial, vamos então fazer a seguinte análise.
Um dermatologista fez a faculdade de medicina, curso composto por cerca de 7.200 horas. Pois bem, desta carga horária, realizada durante 6 anos, apenas 34 horas foi destinada a dermatologia, sendo que, os assuntos são relacionados a doenças de pele. Terminado o curso de medicina, ele vai para especialização em dermatologia. Pois bem. A especialidade é composta por 1.200 horas sendo que apenas no segundo e último ano, ele estuda cosmiatria. Agora vem o dado interessante. Das 1.200 horas, apenas 20%, ou seja, 192 horas são voltadas à cosmiatria.
Em apenas 192 horas ele se torna especialista em estética!
O Biomédico, ao realizar a especialização em Biomedicina Estética é obrigado a cumprir uma carga horária mínima exigida pelo MEC (em que apenas procedimentos estéticos serão abordados) de 360 horas, sendo que, do total destas horas, 70% é composta por aulas práticas. Sem deixar de citar que na maioria dos cursos de pós-graduação em Biomedicina exige do aluno mais de 500 horas em sua carga horária para garantir seu certificado de especialista.
Se for para comparar conhecimento, como nossos nobres colegas estão fazendo, quem está mais apto? Quem detém maior conhecimento? Será que esta pergunta tem resposta?
Talvez seja necessário, em primeiro lugar, tentar definir, afinal, o que é o conhecimento. Em meu entendimento, concluo que o acúmulo de conhecimento e técnica, temperada com uma sede de aprendizado é capaz de nos ofertar experiência. O conhecimento, portanto, seria o acúmulo, ao longo do tempo, dessa experiência, que, passo a passo, se transforma em sabedoria.
Como podem alegar que o biomédico esteta irá colocar em risco a saúde do paciente submetido aos seus tratamentos? Baseado em que fazem esta afirmação?
Quanto já não assistimos à erros médicos, divulgados na mídia e mesmo assim não é o diploma que faz o profissional e sim a sua capacidade e competência profissional que fazem a diferença.
Minha pergunta que fica é, estes médicos conhecem a fundo a formação de um biomédico esteta, desde sua graduação até sua especialização?
sugiro que à vocês, biomédicos estetas, capacitem-se cada vez mais, busquem excelência em seus procedimentos e lembrem-se; existem dois tipos de estrelas. As que servem apenas como ornamento e as de luz própria. Porém, por mais que incomodem, estas nunca serão apagadas.
Fiquem em paz e vamos continuar nossa luta diária, sempre produzindo o que há de melhor em nossa profissão para que nossos pacientes saiam sempre com sorriso de satisfação pelo nosso trabalho concluído. Estes sim merecem nosso respeito e dedicação.

Saudações Biomédicas

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here